Abandono de carrinho: o que o Baymard mede e o que corrigir primeiro
Cerca de sete em cada dez carrinhos de loja virtual são abandonados, segundo o Baymard Institute, que reúne dezenas de estudos sobre o tema. A causa mais citada não é falta de interesse no produto: é custo extra que só aparece no fim, como frete e taxa. Por isso a primeira correção costuma ser no checkout, não na mensagem de recuperação.
Por que o carrinho é abandonado
Parte do abandono é normal. Muita gente usa o carrinho para guardar produto ou para descobrir o preço final. O que dá para recuperar é o abandono causado por atrito na própria loja.
| Causa | O que o comprador sente | Correção |
|---|---|---|
| Frete e taxa que só aparecem no fim | “o preço que eu vi não era o preço” | mostrar frete e prazo na página do produto, antes do carrinho |
| Cadastro obrigatório | “só queria comprar” | permitir compra sem criar conta |
| Checkout longo | “quantas telas ainda faltam?” | menos campos e menos passos |
| Falta de Pix ou de parcela | “não tem como eu pagar” | Pix dentro do checkout, sem redirecionar |
| Desconfiança | “será que chega?” | prazo claro, política de troca visível, avaliações |
O Baymard mede que a combinação de compra sem cadastro, menos campos e frete transparente é o pacote de maior retorno disponível no checkout.
O que corrigir primeiro
1. Frete antes do carrinho. Se o comprador só descobre o frete no checkout, ele sai para comparar. Uma barra na página do produto com prazo e “frete grátis a partir de” resolve boa parte disso, e ainda empurra o ticket para cima.
2. Compra sem cadastro. Pedir senha antes de vender é pedir esforço antes de entregar valor.
3. Pix nativo. No Brasil, o Pix já é o meio de pagamento mais usado no e-commerce em número de transações. Checkout que manda o comprador para outra página para pagar com Pix perde gente no caminho.
4. Celular primeiro. O abandono no celular é maior que no computador. Teste o seu checkout no celular, com o polegar, e conte os toques até concluir.
Depois do checkout, a recuperação
Só depois de reduzir o atrito vale investir em recuperar quem saiu. E aqui o Brasil é diferente: no mercado brasileiro, a recuperação pelo WhatsApp aparece de forma consistente à frente do e-mail e do SMS, porque é o canal que o comprador abre. O e-mail continua importante, mas como parte de um conjunto, não como canal único.
Dois cuidados:
- Mensagem com opt-in e dentro das regras da Meta. Recuperação que parece spam queima o número da loja.
- Mensagem de utilidade custa menos que mensagem de marketing. No WhatsApp Business, a cobrança é por mensagem e muda conforme a categoria. Uma régua desenhada como aviso útil (“seu carrinho está reservado até amanhã”) sai bem mais barata que uma régua de promoção.
O que fazer agora
- Faça uma compra de teste no celular e anote em que tela aparece o frete.
- Conte quantos campos o checkout pede.
- Veja se dá para pagar com Pix sem sair da loja.
- Só então monte a régua de recuperação, começando pelo WhatsApp.
Se quiser essa leitura feita por fora, o diagnóstico gratuito da Torvant compara o seu checkout com o de cinco a oito concorrentes e aponta o ponto que mais custa. A frente que cuida disso é Automações, junto com Site.
Este artigo é da frente Automações. Veja como a Torvant trabalha nela.